Toda grande empresa de tecnologia, em algum momento, vai passar pelo mercado de consoles - Game Lover | Coins & Sagas

Toda grande empresa de tecnologia, em algum momento, vai passar pelo mercado de consoles

Compartilhar


Existe uma frase famosa — e meio piegas — que fala sobre ter três metas na vida: escrever um livro, plantar uma árvore e criar um filho. A história mostra que as empresas de tecnologia têm uma relação meio assim com os consoles de videogame.

Grandes fabricantes de celulares, TVs e hardwares já tiveram suas passagens por esse mercado, tais como Panasonic, Philips e Apple. E como você deve ter percebido, não obtiveram sucesso.

Até a nossa Tec Toy, conhecida por sua longa parceria com a Sega no Brasil, tentou a sorte lançando um console próprio em nível mundial, o esquecível Zeebo, que só trouxe dor de cabeça à empresa no final da década de 2000.

Zeebo, a aposta alta que quase levou a Tec Toy à lona.

A Atari, líder de mercado de outrora e atualmente em reestruturação, apareceu com seu novo Atari VCS — antes conhecido como Ataribox — e causou burburinho no meio gamer em 2017 e 2018, mas viu o hype esfriar.

Quem poderia estar prestes a lançar um console agora é a Google. Vazamentos recentes — e é muito divertido o quanto esses "vazamentos" costumam cair como uma luva — mostram que o projeto Google Yeti, que já é assunto no meio há uns dois anos, pode mesmo incluir um console de videogame. 


Dica: nunca se apegue a uma suposta imagem de protótipo de console.
Imagem de suposto controle do Google Yeti é um dos vazamentos mais recentes.


Vazamentos de fotos adicionados a vazamentos de croquis de patentes — mamma mia, chama o encanador aí! — têm feito algumas pessoas juntarem as peças nesse quebra-cabeça. 

O console da Google teria foco no streaming de jogos, atividade que ganhou muita visibilidade nos últimos anos.

Mas, no fim das contas, nada impede que não haja lançamento de hardware nenhum, sendo o Yeti apenas um projeto desses que a gente não sabe direito como definir.

"Vazamentos" às vezes servem para isso: ver o quanto o público está empolgado ou não com a coisa. 

É bom a gente não perder de vista que desenvolver e produzir consoles não é uma coisa barata e envolve riscos muito altos. No caso dos consoles da Steam, por exemplo, mesmo depois de três anos do lançamento e sem o público ter dado muita bola, não é possível diminuir tanto o preço de venda.

O Mad Box, outro projeto audacioso que promete abalar o mercado com um console de absoluta qualidade, também pode esbarrar nos custos de produção. Nada do que ele promete fazer é impossível, mas pode deixar o produto final caro demais. Imagina se o estoque disso encalha!


Mad Box: videogame e nave espacial nas horas vagas.
Sobre o Google Yeti, o que já dá para saber é que não é uma pegadinha de primeiro de abril, como foi o lançamento do console iPlay, da Apple, em 2013 numa brincadeira do portal IGN. Vem algo novo e grandioso aí.

O Google, como qualquer grande empresa, tem grandes sucessos e grandes fracassos. Entre os fracassos mais recentes está sua incursão no mercado de redes sociais, através do Google+, que não vingou. Mas no que diz respeito a sistemas operacionais de smartphones, ninguém supera a empresa atualmente, pelo menos, não em base de clientes. 

A relação recente entre o YouTube, que pertence à Google, e os gamers produtores de gameplays também não tem sido as melhores nos últimos anos, especialmente depois da malsucedida experiência do YouTube Gaming.

O quanto todos esses fatores vão colaborar para o sucesso ou não de um eventual console da Google, ainda não se sabe. Fica aqui só a constatação do fetiche que empresas de tecnologia têm por esse tipo de produto.

É certo que os rumores virão, como o de um console da Xiaomi em 2015. De onde virão os próximos? Facebook, Huawei, Positivo? Lenovo que já lançou console no mercado interno chinês, lançaria a nível mundial? Vamos aguardar. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pages