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Há 10 anos, Sonic virava lobisomem em "Sonic Unleashed".

No dia 18 de novembro de 2008 era lançado para PlayStation 3, XBox 360 e Wii, um dos jogos mais promissores de Sonic naquela década. Estamos falando de Sonic Unleashed, uma aventura por vários lugares fictícios inspirados em países reais, num esquema muito parecido com o usado recentemente em Mario Odyssey.

O jogo era o último de uma fase difícil para Sonic. Antecedido por Sonic and The Black Knight, em que chegava a lutar contra o lendário Rei Arthur (!!!), Sonic and The Secret Rings, um RPG no mundo das mil e uma noites, e Sonic The Hedgehog, jogo de 2006 lançado para comemorar 15 anos da série mas bem pouco aclamado, Unleashed prometia sair de todos os limites já explorados por Sonic (unleashed = sem correntes), transformando-o, inclusive, em lobisomem.

Sonic, um porco-espinho ouriço em fúria.
A aposta da Sega incluía planos para o Werehog ("lobiouriço", numa tradução livre) voltar em títulos futuros. O diretor de Sonic And The Black Knight, Tetsu Katano, numa declaração de pouco mais de um mês após o lançamento de Unleashed, publicada no Kotaku, afirmava que voltaríamos a ver o Sonic lobisomem, mas reconhecia as críticas recebidas até certo ponto:

A princípio, eu penso que os usuários têm sempre razão. São eles que dão a grana para jogar os jogos. Se eles não gostarem, não vão comprar. Eu não acredito que criar o Werehog foi um erro por si só, mas tem muitas coisas que poderíamos ter feito melhor se tivéssemos mais tempo e recursos.

A verdade é que essa proposta controversa de lobisomar Sonic, embora tenha sido difícil de engolir para muitos fãs, não foi nem aceita e nem rejeitada pelos jogadores. Os maiores problemas com o título eram outros.

O jogo era dividido em fases diurnas e noturnas. Nas fases diurnas o jogador se refestelava com o que Sonic tem de melhor a oferecer: sequências de corrida quebrando tudo o que vê pela frente, trilha sonora frenética, explosões de robôs, tirolesas, loops e paisagens incríveis.

Sonic em alta velocidade num cenário inspirado nas Ilhas Gregas.

Sonic em cenário inspirado no Ártico, ao lado de Chip.

Já nas noturnas, em que Sonic se transformava em lobisomem, o jogador precisava de paciência. É que o "lobisonic" tinha um visual imponente, era forte ao enfrentar os inimigos, mas tinha pouca agilidade. Não havia nenhuma sequência de corrida e, para piorar, algumas fases eram praticamente intermináveis. 

No fim das contas, a maior parte do jogo se resumia às longas fases noturnas e as fases diurnas, mais ágeis e prazerosas, ficavam como um breve alívio antes de uma nova e longa sequência de exploração no escuro sob a luz fraca do luar. Dar unhadas em bichos fantasmagóricos e quebrar vasos de cerâmica era a grande diversão dessas fases.


Cutscenes do Sonic lobisomem impressionavam mais que a jogatina em si.

O jogo não teve boa recepção. Bonecos de Sonic transformado em lobisomem fizeram menos sucesso do que se imaginava. O preço dos jogos nas lojas não demorou a cair.

Para não dizer que o jogo não deixou nenhum legado, vale lembrar que ele é a primeira aparição de Chip, personagem que voltaria a aparecer em outros títulos como Sonic Generation, além daqueles chatíssimos games olímpicos junto com Mario. Mas Chip, veja bem... nunca se tornou assim tão relevante.

Sonic só faria as pazes com os fãs novamente em 2010, com o lançamento do ótimo Sonic Colors, e a grande reconquista de fãs viria em 2017 com o incrível Sonic Mania. Mas Sonic Unleashed ficará sempre marcado como um momento audacioso da franquia.

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