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Quem no passado poderia adivinhar que seus consoles poderiam valer tanto décadas depois?

Deu no blog da Tectoy: um canal do Facebook chamou atenção ao mostrar um depósito recheado de consoles antigos, tais como Famicom (nome japonês do Nintendinho), Super Famicom (mais conhecido no ocidente por SNES e Super Nintendo), NeoGeo e Mega Drive.





Imagens e história completa disponíveis no site Console Variations.
O depósito é da Radiostock, empresa japonesa especializada em liquidar ativos de atacadistas e lojas falidas. Ou seja, é um depósito cheio de um valioso tesouro, que já foi visto como lixo.

O mesmo SNES encontrado no depósito será relançado em breve pela própria Nintendo, numa versão repaginada chamada Super Nintendo Classic. O Mega Drive, da Sega, foi relançado no Brasil pela TecToy. A Atari, em vias de lançar um console novo, também passou os últimos anos às voltas com todo tipo de reboot possível.

Sem dúvida, encontrar consoles da década de 1990 ainda na caixa e sem um único dono é algo que atiça o pensamento de alguns jogadores, atraídos pelo fetiche da "mesma experiência daquela época", o que coloca o console antigo de depósito como um artigo mais valioso que os revivals lançados nos dias atuais, que sempre trazem alguma novidade como conexão com a internet ou tecnologia aprimorada de salvamento de jogos.

Mas quem queria essa experiência naquela época? Pelo contrário, o jogador de então estava ávido por novidades, não queria mais saber de ter que anotar código sempre que chegasse a uma fase nova, gostava da ideia de ter gráficos e e músicas com melhor qualidade.

Quem vê os consoles dos anos 1990 como retrô são os hipsters de 2017. O jogador comum em 1999 via o Super Nintendo e o Atari 2600 sob outro rótulo: ultrapassados.

Os consoles daquela época que ainda estão na caixa só estão ali porque não houve quem os quisesse adquirir, mesmo tendo dinheiro, já que não pareciam mais interessantes em certo momento. E é isso que explica a existência de depósitos cheios desse "tesouro". Eles nunca foram tesouros até agora.

O movimento do mercado mainstream é por consoles cada vez mais monstrões (o XBOX One X, não por acaso, tem como slogan "It's a monster"), jogos cada vez maiores e mais elaborados, realidade virtual, novidades, novidades e novidades. As coisas são assim hoje e não eram diferentes na década de 1990, com a diferença de que muita tecnologia do futuro naquela época já é tecnologia do passado hoje.

Não dá para saber se os consoles de hoje serão vistos assim no futuro, inclusive por serem muito dependentes de internet. Volta e meia nos deparamos com a notícia "empresa descontinuará serviço de internet do console tal", o que simplesmente nem existia nos anos 1990. Mas como eu já lembrei em artigo sobre o Wii, consoles que deixaram o mercado há pouco tempo já começam a gerar saudosismos por aí.

É a indústria dos games mostrando que nem só os museus vivem de passado.

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