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O 'Crazy Frog' está fazendo 20 anos (e até que teve uns jogos legaizinhos)


Uma coisa é certa: quem comprou os jogos do Crazy Frog
foi mais feliz que quem comprou os CDs.
Calma, calma... É verdade que você está ficando velho, mas não precisa se preocupar tanto com a informação de que o personagem Crazy Frog está fazendo vinte anos, porque a jornada entre sua origem e seu estouro é uma história a parte.

Criado em 3D pelo sueco Erik Wernquist em 2003, o personagem foi feito, inicialmente, apenas para acompanhar um efeito sonoro criado em 1997 pelo também sueco Daniel Malmedahl quando quis imitar, com a boca, o som de um mortor de combustão interna.

O efeito logo ganhou um nome: The Annoying Thing, ou seja, A Coisa Irritante. Bem apropriado, diga-se de passagem.

O som não ficou menos irritante ao ser promovido a "voz" do Crazy Frog, é bem verdade. Não por acaso, quando o personagem estourou musicalmente (!!!) em 2005, dividiu as pessoas entre o grupo das que gostavam e das que não suportavam o personagem.

No fundo, todo mundo achava aquele bicho irritante. A questão era achar aquela coisa irritante engraçada ou não. Ainda é incerto, por exemplo, se Harold Faltermeyer, autor de Axel F. — a canção do filme Bervely Hills Cop (no Brasil: Um Tira da Pesada) usada naquele remix de maior sucesso do sapo cinza — teve mais motivos para chorar ou para $orrir.

Sucesso, sucesso, suuuu-cesso!

O período mais exitoso do Crazy Frog é concentrado mesmo nesse intervalo entre os anos de 2005 e 2007, em que foram lançados dois discos adquiridos por alguns milhares de indivíduos com ouvidos corajosos. Aliás, o primeiro disco chamado Crazy Hits, chegou a ganhar disco de ouro e de platina em alguns países.
Este ~simpático personagem~ já fez muitos vizinhos chorarem mundo afora.
Talvez até você esteja nessa lista...

Em agosto de 2009 foi lançado o terceiro — e, por enquanto, último — disco do Crazy Frog. Foi um verdadeiro crazy flop, ignorado pelo público da maioria dos países em que foi lançado.

Ainda assim, o personagem usou algo de seu fôlego num clipe sobre futebol lançado em 2010, ano de Copa do Mundo. Se você só está sabendo disso agora, não se preocupe. Você é uma pessoa normal 👍

Em seus momentos de glória, Crazy Frog lançou dois jogos: Crazy Frog Racer e Crazy Frog Racer 2. Como o nome já denuncia eram jogos de corrida — o que faz sentido, já que esse é o tema de seu clipe-estouro e o mote principal de seu efeito sonoro. Ambos os jogos foram feitos pela Neko Entretainment, um estúdio francês com poucos títulos expressivos no portfólio, mas alguns bem interessantes como Pix The Cat.

 

Crazy Frog Racer foi lançado em 2005 e rodava em PC, Playstation 2 e no portátil Nintendo DS. Já a sua sequência, lançada um ano depois, rodava nas mesmas plataformas, exceto o Nintendo DS. 

Certo, vamos falar dos jogos

Por incrível que pareça, os jogos eram bons e infinitamente menos irritantes que os clipes do personagem — apesar da trilha sonora não te deixar esquecer de quem protagoniza os jogos.

A corrida em si se desenvolve numa velocidade maior que a de Mario Kart — referência mais óbvia aos jogos e ao estilo — mesmo usando alguns títulos mais recentes da série como base de comparação.

A identidade visual também era impecável e a qualidade gráfica era bastante bem construída dentro do que estava disponível na época.

 

As quedas de grandes alturas são um dos desafios mais empolgantes encontrados nas pistas por onde o Crazy Frog corre. Elas exigem atenção redobrada do jogador e uma resposta rápida ao se recuperar das quedas para evitar que o personagem saia da pista.

Outra característica marcante nos clipes, a "moto imaginária" em que Crazy Frog corria, foi reproduzida fielmente em seus jogos. Por maior que seja sua velocidade, o personagem está sempre "montado no ar". Esse mesmo apelo gráfico não é usado com os outros personagens do jogo — que, aliás, são bem aleatórios.

Crazy Frog no segundo jogo da série: nada de veículo (nem de calças).

Personagem aleatório monta numa ~moto envenenada~ para conseguir correr.
Aliás, o que não falta na "Turma do Crazy Frog" é persomagem aleatório.

O "pingulim"

Uma das maiores polêmicas envolvendo o personagem era o seu estado de seminudez, que culminava com o seu pequeno pênis à mostra. "É como o pênis de uma criança, não é obsceno", diziam os seus defensores.

Foi justamente alegando que seria impróprio para as crianças que alguns grupos de pais pediram a adequação ou retirada do clipe das televisões do Reino Unido — o YouTube ainda engatinhava naquela época.

Quando da criação do Vevo oficial do Crazy Frog, em 2009, os gestores do canal postaram uma versão de Axel F. — aquele clipe que havia feito sucesso em 2005 — sem o "pingulim". A versão "com pingulim" só viria a ser postada em 2011, e é uma das últimas atualizações do canal do personagem.


Conscientes da polêmica já no ano de 2005, e não muito dispostos a discutir o sexo dos sapos, os produtores dos jogos do personagem excluíram seu pênis de ambos os jogos. Ou seja, não há "pingulim" balançando enquanto Crazy Frog acelera no Playstation 2.

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