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Brasileiros não gastaram quase nada em 'Pokémon GO' — e gastaram onde?

Pokémon GO era, como se diz, "o jogo do momento". Era a febre mundial que o Brasil não participava. Tutoriais ensinavam a acessar o jogo mesmo antes de seu lançamento oficial em nosso país.

O então prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, chegou a pedir que os idealizadores do jogo (Nintendo, The Pokémon Company, Niantic), lançassem o jogo por aqui antes das Olimpíadas. E isto acabou acontecendo — provavelmente já aconteceria, independentemente do pedido do político. O jogo entrou em operação em nosso país no dia 3 de agosto de 2016 e as Olimpíadas começaram no dia 5 de agosto.

Pouco mais de um ano depois do lançamento original, as notícias sobre Pokémon GO no mundo inteiro podem se resumir em "a febre passou". No Brasil ela ganhou mais uma manchete curiosa: "Brasileiros jogaram muito mas não gastaram quase nada em Pokémon GO".

Pokecoins: brasileiros não gastaram muito dinheiro de verdade para obtê-las.

O artigo é do amado e odiado UOL Jogos (pode ser lido aqui), e vem junto com alguns números importantes: brasileiros gastaram, em média, US$ 0,44 no jogo. Os japoneses, no topo da lista, gastaram, em média, US$ 26, e os americanos, em segundo lugar, gastaram US$ 7,70. Outros que gastaram mais de 6 dólares em média: Alemanha, Canadá e Austrália.

Alguns dados unem esses países: todos são ricos e não estão passando por uma crise econômica como o Brasil. Mas, mesmo sem crise, o brasileiro médio não tem costume de gastar com jogos de celular. E inclusive, eu já tratei disso quando analisamos os números da pesquisa que mostra as mulheres como maioria do mercado gamer em nosso país (o artigo inteiro pode ser lido aqui).

Usada à exaustão para a "lacração", para mostrar o poder feminino e coisas do tipo, a parte da pesquisa que mostra que 71,3% dos usuários, homens ou mulheres, só joga títulos gratuitos foi pouco ou nada explorada.

Mais precisamente: não é que o brasileiro não tenha gastado quase nada em Pokémon GO, e sim, que ele não gasta quase nada em jogo nenhum.

De qualquer forma, o jogo já faturou mais de 1 bilhão ao redor
do mundo, e James não tem o que reclamar.
Esse dado mudaria objetivamente apenas com o crescimento econômico do país ou envolveria uma nova educação do jogador médio? É na direção à resposta dessa questão que se deveria caminhar, até pensando no próprio desenvolvedor brasileiro.

Por enquanto só o que dá para saber é isso que os números de Pokémon GO já mostram: o Brasil é um grande mercado consumidor mas que, por vários e até justificados motivos, prefere consumir sem pagar.

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