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Bendy, Cuphead e a chegada dos anos 1930 aos games

Pelo menos desde a consolidação na década de 1980, os jogos eletrônicos e os desenhos animados sempre coexistiram. Personagens consagrados dos desenhos iam parar nos games, e os dos games também faziam e ainda fazem o caminho inverso. Se a variável HQs for adicionada à conta, vários outros resultados interessantes podem ser verificados.

Mas como seria se os jogos eletrônicos já existissem no período clássico das animações, especialmente entre as décadas de 1930 e 1940? Não dá para saber se os jogos Bendy and the Ink Machine e Cuphead respondem a essa pergunta, mas colocam nossa imaginação para voar.

O encontro desses personagens já gerou muitas artes incríveis no Deviant Art.
Essa aqui foi postada pelo usuário Rile-Reptile.

Bendy and the Ink Machine começou a ser lançado na Steam em 10 de fevereiro de 2017. Está sendo lançado aos poucos, em capítulos  e o primeiro é gratuito. Bendy é um personagem em preto e branco  num universo em que tudo o que é branco está amarelado  e protagoniza uma série em quadrinhos. Fofinho, o personagem já frequenta as estampas de muitas camisetas descoladas por aí, mas seu jogo é notadamente macabro.


A construção do cenário hostil, no caso de Bendy, se dá no conjunto.

Cuphead foi anunciado na E3 de 2016 e será lançado em setembro de 2017 para dispositivos da Microsoft, além da plataforma Steam. Suas referências gritantes são às animações dos anos 30 e 40, mas aqui em universos totalmente coloridos  poderíamos chamar de Technicolor?

Cuphead é, predominantemente, um jogo de plataforma. Mas também tem algo de sinistro: sua história começa quando os protagonistas perdem uma aposta para o Diabo. Nada que destoe tanto da dubiedade fofinho/maligno muito presente nos desenhos de então  tome-se como exemplo o curta "Scrappy", de 1931, em que subentende-se que um garoto deixará o irmãozinho morrer afogado de propósito (veja aqui).

Eles têm cabeça de taça (daí o nome) e têm cabelo de "canudinho gigante" 😯
Sua estética está bastante próxima do que pode ser visto na série de curtas ComiColor, exibida nos cinemas entre 1933 e 1936. Mas, assim como no caso do pixel art dos jogos atuais, a estética do jogo é uma questão de escolha  ao contrário da época das animações clássicas, em que tudo era a expressão final do que se podia fazer com a tecnologia, conhecimentos e valores de então.


Basta fazer uma arminha com os dedos da mão e atirar 😉.

Mais do que jogos "bem-feitinhos", Cuphead e Bendy and the Ink Machine são responsáveis por uma experiência de revisitação que nem o jogo da Betty Boop lançado em 2007 para Nintendo 3DS foi capaz de proporcionar. 

Nesse particular eu iria além no caso de Cuphead: assistir aos personagens é ter a impressão de que eles realmente existiram desde aquela época. Nem por isso Bendy fica atrás no quesito repercussão: o "primo distante" do Mickey e do Gato Félix tem presença fortíssima nas redes sociais e já inspirou muita fan-art, ainda que seu primeiro jogo ainda não tenha sido concluído. 

Sem dúvida, são dois jogos muito promissores que beberam da mesma água e merecem nossa atenção daqui por diante. 

Com imagens de dibulgação, Deviant Art e Tumblr.

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