Header Ads

4 casos recentes em que a Nintendo não deu mole na questão dos direitos autorais

Nintendo. Muitos a amam, alguns a odeiam. Mas se o assunto é games, é inevitável falar dela. E falando de Nintendo, também é bem possível que lembremos algum caso em que a famosa gigante japonesa interrompeu o projeto que alguém desenvolveu usando parte de sua propriedade intelectual.

A postura é vista por muitos como retrógrada, e muito do que a empresa considera violação de direitos autorais é interpretado pelo grande público como mera "homenagem". Concordando ou não, a Nintendo está amparada na lei quando interrompe projetos feitos por fãs, admiradores ou empreendedores usando seus personagens e histórias como base. E contra isso, não há o que se possa fazer ¯\_(ツ)_/¯

A seguir, reunimos quatro casos recentes em que histórias assim aconteceram:

1. O Mario Kart real pelas ruas de Tóquio que precisará acabar


Serve atirar cascos de tartaruga em carros congestionados?




O caso mais recente desse tipo envolve uma empresa com o curioso nome de MariCar, que oferece a experiência de andar pelas ruas de Tóquio vestido como personagem do universo Mario, bem como em karts estilizados para criar uma sensação mais próxima da série Mario Kart.

Os fãs adoraram a ideia. A Nintendo não. Especialmente pelo fato de que não ganhariam um centavo com isso. Mais precisamente, nenhum centavo de ingressos que chegavam a custar 71 dólares.

A questão foi parar nos tribunais e, já que não houve acordo entre as partes, já é dado como certo que os passeios precisarão acabar. Mas os gifs ficarão eternizados.


BAITA MARMANJÃO™

[Update em 13/03/2017, às 2h33]

Pelo menos por enquanto, a decisão da justiça é a de que a empresa responsável pelos passeios de kart pelas ruas de Tóquio pode continuar prestando seus serviços. Ver no Blog de Notas.

2. Interrupção de financiamento de compêndio visual sobre o Nintendo Entertainment System.

O livro NES/Famicom: A visual compendium seria um almanaque em homenagem ao nosso famoso "Nintendinho", lançado em 1983 no Japão e considerado um grande clássico. Traria fotos de periféricos do aparelho, além de imagens de jogos tão clássicos quanto o próprio console — muitos deles, também de propriedade intelectual da Nintendo.

E o pior é que o livro parecia bem simpático.

O financiamento coletivo do livro esteve disponível no Kickstarter até julho de 2016, quando a Nintendo o interrompeu acusando seus realizadores de não terem autorização para usar e comercializar o material.

Um agravante até plausível do lado da Nintendo é o de que, para completar, o livro exibia um selo semelhante ao usado em produtos oficiais da empresa — você deve se lembrar desse selo, não é mesmo? — o que levaria as pessoas a se confundirem, imaginando que o livro era produzido pela própria empresa. Pelo menos, essa é a versão da defesa da Nintendo.


3. Um remake de Metroid 2: Return of Samus

Provavelmente um dos casos que mais fez barulho  no ano passado foi o envolvendo o jogo Another Metroid II Remake, que já era até tratado pela charmosa sigla AM2R.



O jogo era um projeto de fãs e havia tomado quase dez anos de trabalho. A intenção era promover o lançamento gratuito como uma forma de homenagem pelos 30 anos do lançamento do primeiro título da franquia. Mas a Nintendo acabou impedindo judicialmente a distribuição do jogo e derrubando vários links, numa operação que começou bem no dia do lançamento de AM2R.

Muita, muita gente ficou frustrada, a começar pelos fãs.

4. Pokémon Uranium

Num caso muito semelhante ao do exemplo anterior, a Nintendo freou a continuidade de um projeto audacioso envolvendo um de seus produtos mais famosos. 




Nem os pokémons da região de Alola foram tão longe.

A febre Pokémon GO havia acabado de começar quando fãs anunciaram o lançamento de Pokémon Uranium, um fangame inspirado em títulos antigos da franquia  que tem a Nintendo como uma das proprietárias. 

Pokémon Uranium tinha muito conteúdo exclusivo: 150 pokémons (alguns com poderes nucleares), e uma região inteira criada só para o jogo  a região de Tandor.

O desenvolvimento do fangame demorou 9 anos, mas bastou ser lançado para que a equipe por trás do jogo recebesse aviso dos advogados da Big N de que seria melhor descontinuá-lo e retirar os links diretos para download do jogo  que era oferecido gratuitamente.

É óbvio que Pokémon Uranium não desapareceu e, se bem conhecemos a internet, não desaparecerá. Mas também jamais receberá atualizações e quem quiser jogá-lo terá de procurar por ele nos porões da web.

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.