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VG Chartz: consoles da oitava geração vão mal, mas Wii U leva a pior


Começo de ano é, geralmente, um bom momento para analisar desempenhos de consoles no ranking do VG Chartz, site especializado em estatísticas sobre vendas de hardware e software no mundo inteiro.

A nona geração de consoles se iniciará em março, com o lançamento do Nintendo Switch. A Nintendo vem inaugurando novas gerações há um bom tempo — bem ou mal, costuma ser superada tecnologicamente por suas rivais durante a geração, o que até agora é, pelo menos, intenção do Project Scorpio, da Microsoft.

Na sétima geração, a do Wii, a gigante japonesa superou a marca dos 100 milhões de consoles vendidos Na atual, em vias de se encerrar, só vendeu pouco mais que 10% disso: 13 milhões.



Em segundo lugar nas vendas, o XBOX One também não alcançou metade das vendas de seu antecessor, o XBOX 360. "Passar da metade" em vendas, aliás, foi um feito que, até agora, só foi conseguido pelo PlayStation 4.

Entre os portáteis, o Nintendo 3DS dá um fôlego à Big N, exibindo uma cartela de clientes quatro vezes maior que a do PS Vita. Isso tem se refletido na venda de hardwares: Pokémon Sun / Moon lideram na venda de jogos, num ranking em que, a nível global, nenhum título para Wii U ou PS Vita está entre os dez primeiros — o cenário do Japão é um caso a parte.


Em outras palavras, o Wii U pode sim ser o grande perdedor desta geração — o que é incrível, já que o Wii ganhou a geração anterior em vendas — mas, a real é que ninguém tem se saído tão bem assim na venda de consoles.

É claro que uma das razões mais evidente dessa queda pode ser o crescimento vertiginoso dos smartphones e tablets — não contabilizados pelo VG Chartz —, que só começaram a despontar por volta de 2010, quando a sétima geração se aproximava do fim, e não só oferecem jogos divertidos como, muitas vezes, gratuitos.

Computadores com boa capacidade para jogos também se tornaram mais baratos, e lojas como Origin e Steam facilitaram a relação entre o produtor e o consumidor de jogos.

Mas não dá para negar certo desencanto, a começar pelas inúmeras funções oferecidas pelos atuais consoles e, muitas vezes, não tão úteis. O jogador pode não estar mais enxergando muita vantagem nessa relação custo-benefício, e preferindo comprar um controle de alto desempenho para jogar no computador mesmo.

As vendas são problema do fabricante, não dos jogadores

Por mais maluco que possa parecer, ainda há quem tenha esse pensamento. E, dentro de um escopo muito pequeno de possibilidades, estão certos.

No entanto, produtoras não se interessam muito em produzir jogos para consoles que não têm tantos jogadores. Estes, por sua vez, acabam tendo um número limitado de títulos à disposição.

Não por acaso, escrevi ano passado que o primeiro trailer de Nintendo Switch, foi especialmente direcionado a desenvolvedores, enquanto o do Wii U tinha maior foco na experiência do usuário — inclusive a cotidiana. Não por acaso, também, resolveram dar uma sobrevida ao Mario Kart 8 no Nintendo Switch, conforme comentado em um artigo no fim de janeiro.

Compare os primeiros trailers do Nintendo Switch e do Wii U:




2016

O ano passado foi especialmente sofrível para os consoles. Não é de se admirar que Nintendo esteja abreviando sua participação na geração. É bom lembrar que gerações de consoles costumam durar por volta de sete anos, e que a atual já está se encerrando depois de cinco.

Assim como a Nintendo, a Microsoft também pretende lançar novo console ainda em 2017. Sua situação não é tão crítica, mas a companhia tem suas razões para tomar essa decisão.


Em um ano, fatia de PlayStation nas vendas aumentou quase 7%, mesma queda do Wii U, enquanto que as vendas do XBOX One e sua participação no mercado permaneceram estáveis.


Pensando em mercados regionais, o maior desafio da Microsoft  ainda é o de ganhar o mercado japonês. Pensando em XBOX One, isso já é caso perdido. Os números acima mostram uma semana difícil de vendas no final de novembro, mas a situação não esteve tão diferente em outras épocas.

Choque de gerações

Quando do lançamento do Wii U, uma das críticas à Nintendo foi em relação ao encerramento de  produção e, consequentemente, de comercialização do Wii. A Big N superestimou tanto o seu produto, que ou deduziu que o Wii atrapalharia as vendas do Wii U, ou o Wii U faria com que novas unidades de Wii fabricadas acabariam encalhando.

Indo na contramão desse pensamento, Playstatio 3 e XBOX 360 ainda vendem bem. Este último, obviamente, teve desempenho pífio só no Japão, onde conseguiu a proeza de vender uma unidade durante a semana usada como referência.

Já na transição do Wii U para o Switch, a gigante japonesa não precisa se preocupar em prosseguir ou não produzindo o console da geração anterior. Ninguém vai sentir muita falta.

Os gamepads do Nintendo Switch e do Wii U.


Com imagens do VG Chartz e de divulgação.

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